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“Plano de contenção de barragens não pode ser paliativo”, diz Alan Sanches

“Se há 10 barragens no estado em situação de alto risco, o governo precisa apresentar um plano de emergência para todas as dez, e não para apenas quatro”. A observação foi feita hoje pelo deputado estadual Alan Sanches (Democratas), após publicação no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (14) indicar que quatro barragens na Bahia vão ter planos de ação de emergências realizados nos próximos meses.

“A Agência Nacional de Águas (ANA) listou 10 barragens em situação de alto risco na Bahia, mas dentre elas o governador Rui Costa decidiu agir com a velocidade de tartaruga que lhe é peculiar em apenas uma: a barragem de Apertado, em Mucugê.”, frisou Sanches.

Segundo o Diário Oficial do Estado, terão atenção do governo as barragens do Apertado, em Mucugê; e outras três que não foram citadas pela ANA: França, em Piritiba; Gasparino, em Coronel João Sá; e Pedras Altas, em Capim Grosso.

Mas, de acordo com a ANA,  as estruturas em alto risco na Bahia, além do Apertado, em Mucugê, são: Afligidos (em São Gonçalo dos Campos),  Araci (na cidade de mesmo nome), Cipó (Mirante), Luiz Vieira (Rio de Contas), RS1 e RS2, em Camaçari, Tabua II (Ibiassucê), Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro/Curaçá).

Essas unidades, segundo o relatório, foram destacadas pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema) – órgão fiscalizador que identificou, a pedido da ANA, as barragens mais preocupantes, ou seja, com algum comprometimento estrutural importante que impactasse a sua segurança.

“Nós, deputados, e a sociedade civil organizada temos cobrado uma ação efetiva do governo, e não paliativa. Depois do que aconteceu em Pedro Alexandre e Coronel João Sá, Rui Costa precisa urgentemente ampliar as equipes do Inema, pois o órgão não vai conseguir fiscalizar 335 barragens com apenas seis fiscais”, enfatizou o deputado.