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ACM Neto promete defender a Bahia no governo Bolsonaro

O presidente nacional do Democratas declarou ontem (20/11/2018) que tentará fazer com que a Bahia tenha a melhor relação possível com o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Por Henrique Brinco, Tribuna da Bahia

O prefeito ACM Neto (Democratas) declarou ontem que tentará fazer com que a Bahia tenha a melhor relação possível com o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O presidente nacional do Democratas, no entanto, alfinetou o governador Rui Costa (PT) e afirmou que o petista baiano não poderá manter uma relação dúbia com o Palácio do Planalto. “Meu interesse é que a Bahia seja muito bem atendida pelo governo. Quero que o Governo do Estado tenha a melhor relação possível com o Governo Federal. Não vou jamais defender qualquer tipo de postura de perseguição ou de segregação da Bahia em função do governador ser do PT. Agora, é preciso saber qual é a real disposição do governador. Não dá para ficar fazendo jogo. Ficar fazendo oposição aqui e querer ter um pé no governo”, declarou Neto durante inauguração da uma unidade de saúde da família na localidade de Vila Verde, no bairro de Mussurunga.

“A gente tem que saber qual é a posição do governador sobre qual será a sua disposição de ter uma boa relação com o Governo Federal. Eu ainda sequer posso dizer qual será a minha, porque estamos ajustando isso. A conversa está apenas começando. Mas sempre vou defender uma posição de apoio integral às questões da Bahia, sobretudo em um momento como esse em que a situação do estado está ruim. O próprio governador está falando em apertar o cinto, negando recursos para a Assembleia Legislativa e para o Judiciário. Sabemos o nível de comprometimento que o Governo do Estado tem hoje com as PPPs [Parcerias Público-Privadas]. Então, espero que na Bahia não se repita o que aconteceu em 2014 no Brasil, que Dilma se elegeu em um cenário prometendo um quadro e logo depois nos deparamos com o quadro da realidade. A campanha mascarou a realidade. Espero que a campanha aqui na Bahia não tenha mascarado a realidade”, completou gestor municipal.

ACM Neto também comentou os nomes que comporão o ministério de Bolsonaro. Ele afirmou que os democratas não pretendem fazer indicações políticas em troca de apoio parlamentar. “Os nomes que compõem hoje o ministério, já escolhido, como Onyx Lorenzoni e Tereza Cristina, muito nos orgulham. Mas, são escolhas dele. Não são escolhas do partido, que não está na linha de fazer indicações para o governo. Nós vamos discutir a agenda do país. É possível que haja uma conversa com o deputado Onyx em Brasília para começar esse processo de diálogo do Democratas com o governo. Isso não vai se resolver da noite para o dia, porque é uma decisão coletiva de todo o partido. Qualquer decisão será submetida a comissão executiva nacional do Democratas. Agora, vou ouvir qual é a disposição do governo e a agenda para o país no campo econômico, social e pelo Nordeste. Não posso deixar a Bahia de fora da conversa e deliberar toda a essa pauta ao partido”.

O prefeito também demonstrou preocupação com a saída de Cuba da parceria com o Mais Médicos. Neto, no entanto, afirmou que a população soteropolitana não será diretamente atingida pelo fim do acordo. “Em relação a Salvador não há nenhum prejuízo. São apenas dois médicos e os dois têm interesse em permanecer no Brasil. E além disso, estamos em processo avançado de seleção de mais médicos pelo Reda para assistir as novas unidades que vão ser inauguradas. A gente vai começar a inaugurar um posto de saúde por semana pelos próximos dois meses. Portanto, há um processo de contratação em curso. Não seria a substituição de dois médicos que traria dificuldades”, declarou. “Em relação ao Brasil como um todo, não posso deixar de externar minha preocupação, porque existem muitos lugares diferentes onde existem há uma dependência grande dos cubanos – sobretudo em municípios do interior, onde médicos brasileiros não se dispõem a ir para essas localidades. Simplesmente não se pode permitir que esses médicos cubanos deixem os postos sem que haja uma solução de substituição”.

O democrata também ressaltou um problema apontado pela oposição de Bolsonaro, de que médicos brasileiros se recusam a atender nos rincões do Brasil. “Mais importante para o paciente é ser assistido e ter cuidado do médico. No começo do programa Mais Médicos, recebemos muitos médicos de fora do país em Salvador e eu lembro que haviam localidades no passado em que médicos da nossa cidade não queriam trabalhar em função da violência e etc. Esses médicos foram para lá e foram muito importante. Com o tempo, fomos substituindo-os por médicos daqui”.